
Lucas Matos é o poeta que abre a primeira edição. A sua poesia não possui caráter obscuro ou existencialista, seus versos são um despejar da sua ânsia momentânea, do seu pensamento sobre determinado tema. Ele reflete e escreve, simplesmente, como que jogando letras ao poema que, frente ao seu punho voraz e adaptável, é construído numa harmonia que, ouso comentar, surpreende ao próprio autor. Consegue prosseguir em muito dos seus textos de modo cadenciado e sem o uso da rima (apesar de utilizá-la bastante), como que apresentando uma idéia ou opinião em forma de verso e mostrando que de outra forma não o seria possível.
Atualmente Lucas está apaixonado e é cristão. Esse poema é de uma época em que ele não era nem um nem outro. Vale a pena conferir, o poeta não deve voltar a escrever dessa forma.
Se eu tivesse um amanhã
Ao meu amor, que vaga...
Se eu tivesse amanhã;
Eu te amaria hoje,
para me lembrar todo dia
que cada minuto longe
cada instante sem te ver,
É demais para mim.
Se eu tivesse amanhã;
talvez eu me declarasse agora
para mostrar que o meu amor,
diferente de outrora,
é emergente.
Talvez eu te ligasse chorando
dizendo tolices do passado,
se eu tivesse um amanhã.
Se eu tivesse amanhã;
eu não guardaria esses versos
eu lhe consumiria em beijos
abraços eternos,
e ficaria submerso
nessas tuas lágrimas!
Se eu tivesse amanhã;
contaria meus segredos,
enfrentaria nossos medos
e iria à sua casa
debaixo de tua janela
fazer serenata;
depois fazer amor.
Se eu tivesse amanhã;
eu poderia te amar
sonhar contigo, versejar,
mas eu não tenho, e o que tenho
é tão pouco, que me chamaria de louco
se lhe desse.
Se eu tivesse amanhã;
eu lhe teria eternamente:
no futuro, no passado, no presente.
Se eu tivesse amanhã.
Lucas Matos
Se eu tivesse um amanhã
Ao meu amor, que vaga...
Se eu tivesse amanhã;
Eu te amaria hoje,
para me lembrar todo dia
que cada minuto longe
cada instante sem te ver,
É demais para mim.
Se eu tivesse amanhã;
talvez eu me declarasse agora
para mostrar que o meu amor,
diferente de outrora,
é emergente.
Talvez eu te ligasse chorando
dizendo tolices do passado,
se eu tivesse um amanhã.
Se eu tivesse amanhã;
eu não guardaria esses versos
eu lhe consumiria em beijos
abraços eternos,
e ficaria submerso
nessas tuas lágrimas!
Se eu tivesse amanhã;
contaria meus segredos,
enfrentaria nossos medos
e iria à sua casa
debaixo de tua janela
fazer serenata;
depois fazer amor.
Se eu tivesse amanhã;
eu poderia te amar
sonhar contigo, versejar,
mas eu não tenho, e o que tenho
é tão pouco, que me chamaria de louco
se lhe desse.
Se eu tivesse amanhã;
eu lhe teria eternamente:
no futuro, no passado, no presente.
Se eu tivesse amanhã.
Lucas Matos
2 comentários:
Nota mil pra essa foto. Abraço para o artista.
Perfeito...
é exatamente isso...
que eu tô sentindo agora...
...
Mas se eu tivesse Amanhã...tbm...
Continuaria... Amando Loucamente...
èh verdade...
O poeta nunca mais escrevera da mesma forma...
Como eu jamais amarei da mesma forma...
um abraço,
Ao Grande poeta.. Lucas Matos...
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